domingo, 26 de junho de 2016

horizontes

meus caminhos não são retos, nem tortos; apenas caminhos, às vezes curvilíneos que avistam distantes horizontes. meus dias são estáticos como num amanhecer que repousa sereno. há o mar e há as nuvens e pegadas na areia de se perder. tenho uma oração gravada no pulso, um sonho agarrado aos dedos e notas de pianos como memória. hoje, reverberei palavras que o vento dissolveu. sou a espuma do mar. sou a curva na nuvem. sou as horas que adormecem no ângulo escaleno dos ponteiros do relógio. tudo sou, nada sou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário