deleitam-se em banquetes, regozijam diante das damas, brindam suas medalhas irrelevantes exibidas no peito, dos lábios lambuzados de licores juras de amor sopradas. assim é a corte. não há quem se deite faminto senão em fastio, embriagado de vinho requintado em lençóis de seda. nas ruas, a fome devassa, a criança suja chora, o homem em trapos recolhe restos.
em campos distantes, notícias de batalha tratam o silêncio das cartas que desemboca em noites longas, fere em lâmina aguda o peito em dor, a oração aflita diante da santa, a mãe, a esposa, a amante.
dois poetas em desatino disputam trovas de versos em súbito, dançam no sereno à madrugada ébria em valsas noturnas. o gato ondula o reflexo em poças que refletem o mundo, janelas vergadas e paredes sujas, um poste cego e duas estrelas cintilam em nuvens vesgas.
lúgubres, seguem em versos os poetas, invocam das profundezas seus anjos interiores enfrentando com a poesia bêbada todas as feridas do mundo. descalço, oferece ao cão vadio afago, duas palavras de conforto, um nome de apego.
no porto, logo ali, a bandeira da pátria trêmula, pano apenas, cores em geometria, sangue aos que dela fazem suas glórias nesses tempos desatinados.
em campos distantes, notícias de batalha tratam o silêncio das cartas que desemboca em noites longas, fere em lâmina aguda o peito em dor, a oração aflita diante da santa, a mãe, a esposa, a amante.
dois poetas em desatino disputam trovas de versos em súbito, dançam no sereno à madrugada ébria em valsas noturnas. o gato ondula o reflexo em poças que refletem o mundo, janelas vergadas e paredes sujas, um poste cego e duas estrelas cintilam em nuvens vesgas.
lúgubres, seguem em versos os poetas, invocam das profundezas seus anjos interiores enfrentando com a poesia bêbada todas as feridas do mundo. descalço, oferece ao cão vadio afago, duas palavras de conforto, um nome de apego.
no porto, logo ali, a bandeira da pátria trêmula, pano apenas, cores em geometria, sangue aos que dela fazem suas glórias nesses tempos desatinados.