quarta-feira, 19 de abril de 2017

Iduna

era uma deusa sem dúvidas, bela como uma deusa pode ser; discreta, Iduna se dedicava a poemas e maçãs em seu jardim que cabia na palma da mão de Odin numa Asgard que se estremecia em disputas, Loki espumava de ódio pela desatenção de seu pai. na forma de uma serpente, penetrou os aposentos da deusa e lhe insinuou que não mais alimentasse seus irmãos com a fruta sagrada que lhes ofertava imortalidade.
a deusa não aceitou.
Loki instiga Tiazi, o gigante apaixonado por ela, a sequestra-la, só assim seria permitido desfrutar de seu amor e tê-las nos braços como tanto desejava. Tiazi segue os conselhos do deus louco em forma de águia leva Iduna para as montanhas mais altas daquelas eras.
Bragi, marido de Iduna e amante da poesia, ouve de Loki que a deusa o traia com um gigante e lhe mostra a esposa nos braços de Tiazi. o deus afeminado e a adúltera, zomba o louco, encerrando em tal artimanha vingativa a relação desses deuses-poetas que amargaram a separação pelas orbes cósmicas da eterna Asgard.

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