diz-se do desembarque em Madero, era noite quase à zero. chegaram em fim de tarde, mas Hector orientara que aguardassem, as madrugadas acolhem melhor a sombra. ouviram rádio que lhes distraíssem à espera, café e água, pães, manteiga e frutas. o dia aquecido de maio era próprio de verânicos, mas o vento pampeano refrescou e quando tocaram o solo porteño usavam chapéus, polainas, cachecol. em meio ao grupo, de conversas cochichadas, sem que invocasse atenção, um homenzinho de passos trôpegos pelos dias de embarque seguia sob os cuidados de outros dois que atentavam aos movimentos débeis dos bêbados e prostitutas que dançavam a Cumparsita sob assovios e palavras malemolentes entoando o cancionismo daquelas eiras.
o homem que lhes aguardara nos cais indicou o caminho com um facho de lanterna de querosene e se juntou a outros dois, vestidos em uniformes militares, e não se demoraram dois cochês a apanhá-los. fizeram parada entre a Chacabuco e Bolivar e se hospedaram num hotel esvaziado até que lhes assegurassem o bom embarque.
não por acaso, a noite se alongou nas prosas e de longe se avistava as silhuetas de dois homens, corpulentos, uma mulher e um outro, o local que lhes conduzira e lhes recebia hospitaleiro. falavam de se ouvir longe o eco que se diluía e se recolheram pelas quatro.
o que testemunhara o ocorrido anotara em detalhes cada ponto que lhe conviera, no silêncio frio da noite assegurara a presença de Áquila, como lhe asseguravam, desembarcara. anotara cinco pontos de exclamações anotados lado a lado no alto de uma das cinco, ou seis, páginas que descrevera em detalhes perfis e indumentárias, comportamento e eventuais palavras dialogadas, trejeitos e uns deslizes.
dali, desceu a Bolivar até a Calvo e se sentou numa das mesas, releu as notas e uma xícara de café, duas medialunas, fumou la pipa rota, como apelidara seu preferido, e circulara as exclamações destacando para a posteridade o entusiasmo daquela noite.
como lhe chegara a mensagem, ele estava lá, com seus estafe, ele e outros que dias antes desenharam a fuga sob acertos e acordos que se tornariam suspeitos ao longo dos anos e desprezível porque se tornaria impossível aos mais sensatos, aos mais razoáveis, só os que detém no absurdo, e por ser absurdo, é que darão crédito aquilo que está por ser revelado. breve.
o homem que lhes aguardara nos cais indicou o caminho com um facho de lanterna de querosene e se juntou a outros dois, vestidos em uniformes militares, e não se demoraram dois cochês a apanhá-los. fizeram parada entre a Chacabuco e Bolivar e se hospedaram num hotel esvaziado até que lhes assegurassem o bom embarque.
não por acaso, a noite se alongou nas prosas e de longe se avistava as silhuetas de dois homens, corpulentos, uma mulher e um outro, o local que lhes conduzira e lhes recebia hospitaleiro. falavam de se ouvir longe o eco que se diluía e se recolheram pelas quatro.
o que testemunhara o ocorrido anotara em detalhes cada ponto que lhe conviera, no silêncio frio da noite assegurara a presença de Áquila, como lhe asseguravam, desembarcara. anotara cinco pontos de exclamações anotados lado a lado no alto de uma das cinco, ou seis, páginas que descrevera em detalhes perfis e indumentárias, comportamento e eventuais palavras dialogadas, trejeitos e uns deslizes.
dali, desceu a Bolivar até a Calvo e se sentou numa das mesas, releu as notas e uma xícara de café, duas medialunas, fumou la pipa rota, como apelidara seu preferido, e circulara as exclamações destacando para a posteridade o entusiasmo daquela noite.
como lhe chegara a mensagem, ele estava lá, com seus estafe, ele e outros que dias antes desenharam a fuga sob acertos e acordos que se tornariam suspeitos ao longo dos anos e desprezível porque se tornaria impossível aos mais sensatos, aos mais razoáveis, só os que detém no absurdo, e por ser absurdo, é que darão crédito aquilo que está por ser revelado. breve.
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